Delgado, Joaquim Nery

Elvas, 26 maio 1835 — Buçaco, 3 agosto 1908

Palavras-chave: Paleozoico, cartografia geológica, geologia aplicada, paleoantropologia, arqueologia, Comissão Geológica do Reino.

Joaquim Filipe Nery da Encarnação Delgado, batizado a 23 de junho de 1835, na Sé de Elvas, foi filho de Francisca Rosa Delgado e do tenente-coronel José Miguel Delgado, mais tarde governador do forte da Graça, em Elvas. Foi neto de José da Encarnação Delgado, major de Artilharia, que fora governador da mesma fortificação. Aos sete anos, Nery Delgado ficou órfão de pai e foi viver com uma irmã, casada com o engenheiro militar Gilberto António Rola Júnior. Uma vez que este se opôs ao golpe militar chefiado por Costa Cabral e pelo duque da Terceira, e se recusou a declarar, por escrito, o sentido do seu voto nas eleições de 1842, foi deportado para a ilha de São Miguel, acompanhado da mulher e do pequeno Nery Delgado. Permaneceram nos Açores até 1844, ano em que regressaram a Lisboa.

Gilberto Rola inscreveu o jovem cunhado no Real Colégio Militar, em Rilhafoles, nesse mesmo ano. Concluiu o curso em 1850, com aprovação plena no exame de preparatórios e distinções nas disciplinas dos dois últimos anos. Seguidamente, Nery Delgado frequentou a Escola Politécnica, terminando o curso geral em 1853, com dois primeiros prémios, na quarta e na sétima cadeiras (respetivamente, Astronomia e Mineralogia, Geologia e Princípios de Metalurgia). Dois anos volvidos, formou-se em Engenharia na Escola do Exército, com distinção na sexta cadeira (Topografia) e na segunda parte da quarta cadeira (Hidráulica). Regressou em seguida à Escola Politécnica para frequentar, durante um ano, o curso de Minas e Docimasia que concluiu com distinção. Em 22 de outubro de 1855, foi despachado alferes efetivo.

Entretanto, com o advento da Regeneração, foi criado, em 1852, o Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria (MOPCI). Em 1856, já no posto de subtenente de Engenharia, Nery Delgado integrou uma comissão, criada no âmbito do MOPCI, encarregada de estudar a regularização das cheias do Mondego, obra que dirigiu, bem como a da barra da Figueira da Foz. O ano seguinte marcou a criação, no quadro do MOPCI, da Comissão Geológica, uma secção da Direção Geral dos Trabalhos Geodésicos, Corográficos, Hidrográficos e Geológicos do Reino, presidida pelo general Filipe Folque e dirigida pelo capitão de Artilharia Carlos Ribeiro e por Francisco António Pereira da Costa, lente de mineralogia e geologia na Escola Politécnica. A Comissão Geológica tinha por principal missão efetuar o reconhecimento e elaborar a cartografia geológica do território nacional. Nery Delgado foi nela admitido no lugar de adjunto.

Em 1860, casou com Maria Ricardina Augusta da Fonseca, que conhecera na Figueira da Foz, de quem teve três filhas – Ricardina Adelaide, Virgínia Palmira e Amélia Beatriz.

Ao cabo de onze anos de trabalho na Comissão Geológica, Nery Delgado viu a sua atividade interrompida. Devido a dissensões profundas entre os dois diretores, Carlos Ribeiro e Pereira da Costa, a Comissão Geológica foi dissolvida em 1868. No ano seguinte, o ministro das Obras Pública, Joaquim Tomás Lobo d’Ávila restabeleceu a Comissão Geológica com o nome de Secção dos Trabalhos Geológicos. Nery Delgado retomou as suas funções de adjunto e Carlos Ribeiro as de diretor. Em 1882, Nery Delgado tornou-se diretor da secção, após a morte do seu mestre e amigo Carlos Ribeiro. Dirigiu a secção entre 1882 e 1908, tendo criado, em 1883, um dos primeiros periódicos científicos portugueses especializados: Communicações da Secção dos Trabalhos Geologicos. Durante o seu mandato, os serviços geológicos sofreram sucessivas alterações de nome e organização, sem que nunca fossem resolvidos os problemas estruturais que os afetaram, apesar das recomendações de Nery Delgado.

Embora devesse a Pereira da Costa algumas noções de mineralogia e de paleontologia aprendidas na Escola Politécnica e na sede da Comissão Geológica, foi com Carlos Ribeiro que Nery Delgado aprendeu o ofício de geólogo, atribuindo ao trabalho de campo, até aí quase inexistente em Portugal, a importância fundamental que ele tem na prática geológica. 

À data da fundação da Comissão Geológica (1857) Carlos Ribeiro planeara iniciar os trabalhos com vista à publicação de um mapa geológico geral, seguido de mapas de pormenor das regiões representativas dos sistemas geológicos em que os membros da instituição viriam, gradualmente, a especializar-se. No entanto, foi obrigado a mudar de rumo. A falta de uma base topográfica fiável forçou-o a esperar que a Direção dos Trabalhos Geodésicos publicasse um mapa geográfico geral de Portugal que servisse de base ao mapa geológico. Tendo por fundamento o trabalho anteriormente por ele realizado, o reconhecimento geológico de Portugal arrancou em novembro de 1857, na região de Setúbal e províncias do Alentejo e Algarve. No ano seguinte, Nery Delgado deslocou-se ao Minho, tendo utilizado um mapa topográfico desta região da autoria de Sir Nicholas Trant, um brigadeiro do exército português, de ascendência irlandesa, que lutara nas guerras peninsulares. Foi na sequência desta missão que Ribeiro se queixou oficialmente da ausência de mapas geográficos fiáveis, reiterando a queixa em sucessivos relatórios enviados à tutela, nos quais solicitou, repetidamente, a elaboração de um mapa geográfico de Portugal na escala 1:500 000. Este mapa levou cinco anos a ser terminado (1860−1865), obrigando a Comissão Geológica a rever o plano de trabalho inicial. Os dados geológicos entretanto obtidos por Ribeiro e Nery Delgado durante as missões de 1857 foram lançados em folhas da carta corográfica, na escala 1:100 000, publicadas pela Direção Geral dos Trabalhos Geodésicos, sob a orientação de Filipe Folque. Entre 1862 e 1864, Nery Delgado elaborou cartas geológicas sobre as folhas 19 e 20 da carta corográfica (regiões de Óbidos e Lourinhã), mas apenas numa versão aguarelada. Entre abril e setembro de 1867, acompanhou Carlos Ribeiro ao norte de Portugal. Iniciaram a preparação da carta geológica geral de Portugal na escala 1:500 000, da qual foi feita uma primeira versão aguarelada, apresentada na Exposição de Paris de 1867, que lhes valeu uma medalha de prata. Iniciou-se aqui uma prática que se tornou comum: a produção de cartas geológicas de Portugal Continental, na escala 1:500 000 passou a acompanhar o ritmo das exposições universais, onde mapas e outras produções científicas e técnicas eram postas ao serviço da representação do Estado, neste caso com um significado simbólico adicional por se tratar do território. Nestas ocasiões, os serviços geológicos receberam verbas extraordinárias do Estado para intensificar os trabalhos de reconhecimento geológico, revisão e atualização de levantamentos anteriores e custear as despesas de impressão das cartas. A carta de 1867 foi cromolitografada e publicada em duas ocasiões distintas: em 1876, foi impresso um pequeno número de exemplares para a Exposição de Filadélfia; em 1877, apesar de os exemplares terem a data de 1876, foi feita nova impressão com algumas modificações à edição anterior, no que se referia ao Paleozoico do Baixo-Alentejo e à convenção de cores.

Posteriormente, quando o projeto de publicação de uma carta geológica da Europa foi lançado na sessão de 1881 do Congresso Internacional de Geologia, em Bolonha, a Comissão Geológica juntou-se a esta iniciativa. Em colaboração com o geólogo suíço contratado pelos serviços geológicos portugueses, Paul Choffat, Nery Delgado colaborou na elaboração da carta geológica da Europa na escala 1:1 500 000, publicada em Berlim, em 1896, sob a direção de Wilhelm Hauchecorne e Heinrich Ernst Beyrich.

Mais tarde, Delgado e Choffat prepararam uma segunda versão mais precisa da carta geológica de Portugal na escala 1:500 000. Uma versão aguarelada foi apresentada na reunião do Congresso Internacional de Geologia, realizada em Londres em 1888. Esta carta, somente impressa em 1899, ganhou, em 1900, a medalha de ouro na Exposição Universal de Paris, mantendo-se o mapa geológico de referência do território nacional, até 1972.

A obra de Nery Delgado participou nas transformações mais significativas do conhecimento geológico ocorridas no século XIX, com contributos que transcenderam o espaço nacional. Embora bem relacionado com a elite nacional, não são muitos os seus interlocutores portugueses no plano estrito da geologia. Nery Delgado alargou os contactos internacionais iniciados por Carlos Ribeiro. Nos planos institucional e pessoal, envolveu-se numa vastíssima correspondência com especialistas de todo o mundo, já que escrevia bem em francês, a língua franca da ciência da época. De entre os seus inúmeros correspondentes, de diversas nacionalidades, destacam-se: Francisco Tubino, Lucas Mallada, Justo Egozcue y Cia, Juan Vilanova, Manuel Fernandez de Castro, José MacPherson, Hermegildo Giner de los Rios, Eduardo Benot, Charles Barrois, Emile Cartailhac, Gaston de Saporta, Amour Auguste Louis de Berthelot (barão de Baye), Gabriel de Mortillet, Louis Lartet, Frédérique Fontannes, Stanislas Meunier, René Zeiller, Jules Marcou, Oswald Heer, Percival de Loriol, Pietro Zezi, Achille de Zigno, Giovanni Capellini, Gilles Dewalque, Eduard Suess, Wilhelm H. Waagen, Karl Alfred von Zittel, Wilhelm Hauchecorne, Sir Archibald Geikie, Sir Edwin Ray Lankester, Sir John Evans, John Marr, Alfred Nathorst, Otto Torel, George M. Wheeler, Percy Raymond, William B. Rogers, etc.

Paralelamente, foi membro de diversas sociedades científicas estrangeiras, participou institucionalmente em exposições universais e efetuou visitas a diversos países europeus com múltiplos objetivos científicos. Participou, também, nas reuniões do Congresso Internacional de Geologia, organismo criado em 1878, que reunia regularmente com o intuito de normalizar a nomenclatura geológica e as convenções de cores e de sinais a usar na cartografia geológica, bem como de superintender à publicação da carta geológica da Europa. Foi, ainda, membro do Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-Históricas, então dominado por questões em torno das origens e evolução do Homem.

Nery Delgado viu o seu trabalho reconhecido com diversos louvores e condecorações nacionais e estrangeiras, como por exemplo: Grã-Cruz da Real Ordem de São Bento de Aviz (1905), Medalha Al Merito Cientifico (Academia Real de Ciencias Exactas, Fisicas y Naturales, Madrid, 1905), Grand Prix (Exposition Universelle de Paris, 1900), Officier da Légion d’Honneur (1870), Recompense (Exposition Universelle de Paris, 1867, em parceria com Carlos Ribeiro), louvor de D. Carlos (pela sua carreira, 1905), louvor do Governo Civil de Lisboa (pela participação na Comissão encarregada do estudo das causas da febre tifoide e medidas de saneamento a adotar, 1882), louvor de D. Luís (pelos trabalhos apresentados na IX Sessão do Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-Históricas, Lisboa, 1880), louvor do conde de Ficalho na qualidade de  diretor do Instituto Geral de Agricultura, (pelo trabalho sobre a arborização geral do país, realizado em parceria com Carlos Ribeiro, 1869). Foi, ainda sócio de diversas associações e agremiações científicas, nomeadamente: Academia das Ciências de Lisboa, Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, Sociedade de Geografia, Die Berliner Gesellschaft für Anthropologie, Ethnologie und Urgeschichte (Sociedade de Antropologia, Etnologia e Pré-História de Berlim), Die Kaiserliche-Königliche Geologische Reichsanstalt (Instituto Geológico Imperial), Société Geólogique de France, Société Française d’Archéologie, The Geological Society of London, La Real Academia das Ciências de Madrid, La Real Academia de Ciências Naturales y Artes de Barcelona, La Real Academia Valdarnese del Poggio, Società Geologica Italiana, entre outras.

Além da geologia e cartografia geológica, a obra científica de Nery Delgado abarcou diversas áreas da estratigrafia à paleontologia, passando pela arqueologia, paleoantropologia e geologia aplicada. 

Os trabalhos mais relevantes de Nery Delgado no domínio da geologia centram-se no reconhecimento geral dos terrenos do Paleozoico de Portugal e sua classificação estratigráfica. Publicou, em 1870, as suas primeiras ideias relativas à classificação de estratos do Paleozoico em três notas, a primeira das quais fez uma breve descrição de toda a Era enquanto a segunda e a terceira notas apresentaram um estudo mais pormenorizado dos terrenos metamórficos do “Silúrico”.

Por volta de 1876, concentrou-se no estudo dos xistos contendo Nereites de São Domingos, no Baixo Alentejo, icnofósseis que Nery Delgado classificou como pertencendo ao “Silúrico inferior” (atual Ordovícico). A idade dos xistos do Silúrico tornou-se uma das suas principais preocupações, sobre as quais se correspondeu com diversos especialistas estrangeiros. Reviu este trabalho por duas vezes ao longo da vida. Em resultado disso, a fauna de S. Domingos, inicialmente classificada como sendo do “Silúrico inferior” foi mais tarde deslocada para o “Silúrico superior” (atual Silúrico).

No decurso dos anos 1880, Nery Delgado mostrou-se determinado a esclarecer questões em torno dos icnofósseis do Ordovícico, especialmente os designados por “bilobites” (Cruziana), particularmente abundantes em Portugal. A exemplo do paleontólogo francês Gaston de Saporta, Nery Delgado defendeu a origem vegetal destes fósseis, envolvendo-se numa controvérsia, que se prolongou de 1885 a 1888, com diversos intervenientes, dos quais se destaca o paleontólogo sueco Alfred Nathorst. Este defendia a interpretação atualmente aceite de que estes icnofósseis não são mais do que rastos resultantes da atividade de trilobites, a classe mais primitiva de artrópodes que habitou os mares do Paleozoico.

Dos anos 1890 em diante, Nery Delgado reviu o trabalho anterior relativo ao Câmbrico, Ordovícico e Silúrico do Alentejo, especialmente de Barrancos e São Domingos, mas também de Valongo e do Buçaco. Por volta de 1892, descreveu uma trilobite gigante, encontrada em Valongo, que batizou de Lichas riberoi, em homenagem ao seu mestre. Também anunciou a descoberta de fósseis do Câmbrico em Vila Boim, nas imediações de Elvas, tema a que regressou em 1897.

Em 1904, descreveu a fauna câmbrica do Alto-Alentejo, composta de moluscos, crustáceos e braquiópodes, que considerou estarem entre os primeiros vestígios de vida na Terra. No ano seguinte, dedicou-se à descrição da “fauna primordial” (Câmbrico), revendo as classificações estratigráficas de 1899. Sentiu que devia, por uma última vez, resumir as suas ideias sobre o Paleozoico, pelo que, em 1908, publicou uma monografia, contendo cortes do Silúrico, apresentando argumentos no que se referia aos afloramentos de Valongo e da sua extensão na direção de São Félix, e ainda, os do Buçaco e de Barrancos. Sendo a tectónica de Valongo e do Buçaco particularmente complexa, especialmente na direção de Penacova e de Góis, os estudos prosseguiram por algum tempo, até a morte de Nery Delgado lhes pôr termo.

Na área da arqueologia e antropologia pré-históricas, os trabalhos de Nery Delgado inscreveram-se na preocupação com as origens do Homem, característica da época. Os estudos mais significativos que realizou foram os das grutas da Cesareda, que descreveu em 1867, e o da gruta da Furninha (Peniche), em 1880. A descrição e morfologia desta última foram apresentadas na IX Sessão do Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-Históricas, realizado em Lisboa, em 1880, por iniciativa de Carlos Ribeiro e do próprio Nery Delgado. 

Ao privilegiar uma abordagem de base científica, caracterizada pela convergência da estratigrafia, paleontologia e paleoantropologia, Nery Delgado, apesar da obra científica quantitativamente reduzida, deu um contributo importante para fazer sair a arqueologia e a paleoantropologia da esfera das práticas do colecionador-antiquário. Como os métodos estratigráficos que utilizou não diferiram substancialmente dos atuais, os resultados da investigação alcançados neste domínio ainda hoje são aceites.

No que se refere à geologia aplicada, área que não o entusiasmava especialmente, desde o início da sua carreira na Comissão Geológica que Nery Delgado acompanhou Carlos Ribeiro em trabalhos associados à exploração de minas e pedreiras e à hidrogeologia. Mesmo durante a suspensão da Comissão Geológica do Reino, em 1868, mestre e discípulo foram solicitados, dado o seu conhecimento do território, a efetuar o estudo que conduziu ao relatório sobre a arborização do país, ainda hoje uma obra de referência.

À época, a hidrogeologia revestia-se de especial importância, pois veio possibilitar a prospeção, canalização e abastecimento de águas potáveis às populações citadinas, uma prioridade das teorias higienistas desenvolvidas ao longo do século XIX. Neste domínio, Nery Delgado acompanhou Carlos Ribeiro nos estudos e obras associados ao abastecimento de água a Lisboa e a outras localidades como a Figueira da Foz e Beja. Também interveio nas áreas da construção civil, portos e caminhos de ferro, embora neste último caso, se limitasse a acudir a problemas pontuais, já que, em Portugal, eram raros os estudos geológicos preliminares a obras desta índole. Inspetor-geral de Minas, a partir de 1886, foi ainda consultado sobre a atividade mineira e a exploração de pedreiras.

Em 1908, Nery Delgado, então com 73 anos e a patente de general de divisão, sucumbiu a uma pneumonia dupla, durante uma saída de campo, na região do Buçaco.

Ana Carneiro

Arquivos

Lisboa, Arquivo Histórico do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, publicações, manuscritos, cadernos de campo, cadernos de apontamentos, correspondência nacional e internacional, mapas, gravuras, fotografias e memorabilia

Lisboa, Arquivo Militar, documentos relativos à sua carreira militar

Lisboa, Museu Geológico, coleções paleontológicas, litológicas e arqueológicas, instrumentos científicos e condecorações.

Obras 

Nery Delgado, Joaquim e Paul Choffat, Carta Geológica de Portugal. Escala 1:500 000. Lisboa: Direção dos Trabalhos Geológicos, 1899.

Nery Delgado, Joaquim. “As Aguas de Bellas. Reflexões acerca do artigo ‘As Aguas de Lisboa’, publicado no vol. 24 d’esta Revista.” Revista de Obras Publicas e Minas 25 (1894): 72–81.

Nery Delgado, Joaquim. “Relatórios sobre a Reorganisação dos Serviços Geológicos Apresentados ao Ministro das Obras Publicas em 1899.” Communicações do Serviço Geológico de Portugal 7 (1909): 168–186.

Nery Delgado, Joaquim. Da Existência do Homem no nosso Solo em Tempos Mui Remotos provada pelo Estudo das Cavernas – Noticia Acerca das Grutas da Cesareda. Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1867.

Nery Delgado, Joaquim. errains Paléozoïques du Portugal. Études sur les Bilobites et Autres Fossiles de Quartzites de la Base du Système Silurique du Portugal. Lisboa: Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1885.

Nery Delgado, Joaquim. Relatorio da Commissão Desempenhada em Hespanha no anno de 1878. Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1879.

Nery Delgado, Joaquim. Relatorio e outros Documentos Relativos à Commissão Scientifica Desempenhada em Differentes Cidades da Italia, Allemanha e França em 1881. Lisboa: Imprensa Nacional, 1882.

Nery Delgado, Joaquim. Système Silurique du Portugal. Étude de Stratigraphie Paléontologique. Lisboa: Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1908.

Nery Delgado, Joaquim. Terrains Paléozoïque du Portugal. Sur l’Éxistence du Terrain Silurien dans le Baixo-Alemtejo, Mémoire présenté à l’Académie Royale des Sciences de Lisbonne. Lisboa: Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1876.

Ribeiro, Carlos e Joaquim Nery Delgado. Relatório acerca da Arborisação Geral do Paiz apresentado a Sua Excelência o Ministro das Obras Publicas, Commercio e Industria, em resposta aos quesitos do artº 1 do Decreto de 21 de Setembro de 1867. Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1868.

Bibliografia sobre o biografado

Carneiro, Ana. “The Museum of the Geological Survey of Portugal: The Role of the ‘Bilobites’ Collection in a 19th-century Palaeoichnological Controversy.” In From Private to Public, Natural Collections and Museums, edited by Marco Beretta, 189-234. Nova York: Science History Publications, 2005.

Carneiro, Ana, Teresa Salomé Mota e Vanda Leitão. O Chão que Pisamos. A Geologia ao Serviço do Estado (1848–1974). Lisboa: Edições Colibri, 2014.

Catalá-Gorgues, Jesús e Ana Carneiro. “Like birds of a feather: the cultural origins of Iberian geological cooperation and the European Geological Map of 1896.” The British Journal for the History of Science 46 (2013): 39–70. 

Choffat, Paul. “Notice Nécrologique sur J. F. Nery Delgado (1835–1908).” Communicações do Serviço Geológico de Portugal 7 (1909): VI–XXI.Teixeira, Carlos. “A Figura e Obra de Nery Delgado.” Boletim da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais 12 (1968–1969), 45–54