Sampaio, Gonçalo António da Silva Ferreira

Póvoa de Lanhoso, 29 março 1865 — Porto, 27 julho 1937

Palavras-chave: flora de Portugal, nomenclatura, música popular e religiosa minhota.

Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio sucedeu a Manuel Amândio Gonçalves na direção da secção de botânica da Academia Politécnica do Porto, tendo-se dedicado sobretudo ao ensino da Botânica, ao estudo da flora portuguesa e da música popular minhota, sendo um dos fundadores dos modernos estudos da flora portuguesa.

Frequentou a Universidade de Coimbra e depois a Academia Politécnica do Porto, não tendo terminado nenhum dos cursos. Em 1901, ingressou como naturalista-adjunto de botânica, ao mesmo tempo que entravam Augusto Nobre (1865–1946) e António Augusto da Rocha Peixoto (1868–1909) para zoologia e mineralogia, respetivamente. A partir de 1902, colaborou no ensino prático e em 1910, por motivo de doença de M. Amândio Gonçalves, assumiu a regência do ensino da Botânica. Na sequência da passagem da Academia a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 1911, foi nomeado, no ano seguinte, professor ordinário e depois diretor do gabinete de botânica desta faculdade. Em 1921, o gabinete foi transformado em Instituto de Investigação Científica que, em 1935, com a sua aposentação, deu lugar ao Instituto de Botânica Dr. Gonçalo Sampaio.

Além de professor e investigador, teve uma atividade cívica e política destacada, sobretudo até ao início da década de 1920. Com o governo de João Franco, aderiu entusiasticamente ao franquismo. Republicano convicto durante a monarquia, Gonçalo Sampaio assumiu-se como monárquico militante durante a Primeira República. Participou na Monarquia do Norte, militando no Batalhão Académico do Porto. Encarcerado em março de 1919 na sequência do episódio, permaneceu na cadeia do Aljube no Porto até 21 de agosto, quando foi libertado sem ter sido submetido a julgamento.

Na universidade promoveu o ensino da botânica, organizou um herbário representativo da flora portuguesa (principalmente líquenes e plantas vasculares), estudou a flora de Portugal Continental (líquenes e plantas vasculares) e apresentou propostas singulares para a nomenclatura botânica. Também se dedicou ao estudo da música popular e sacra de Entre-Douro-e-Minho.

Além dos muitos trabalhos que publicou em vida, deixou incompletas e inéditas duas obras fundamentais – a Flora Portuguesa e a Iconografia Selecta da Flora Portuguesa, às quais se pode juntar o Cancioneiro Minhoto. 

Flora foi publicada em 1946, sob a direção de A. Pires de Lima (1886–1963), que prefaciou a obra. O texto final baseou-se no Manual da Flora Portugueza (1909–1914) e em dois manuscritos posteriores não-publicados. Dois géneros da família Asteraceae (Compositae), que Gonçalo Sampaio não tratou em nenhuma obra, foram elaborados por Arnaldo Rozeira (1912–1984), que também efetuou os índices dos nomes específicos e da sinonímia. A obra apresentou diversas figuras muito úteis na identificação dos espécimenes.

Iconografia foi publicada em 1949, com o apoio do Instituto de Alta Cultura. O prefácio de A. Pires de Lima explica a origem da obra. As 150 estampas são de Sara Cabral Ferreira, desenhadora da secção de botânica, que trabalhou sob a orientação de Gonçalo Sampaio. Alguns desenhos foram finalizados por Francisco de Sousa. Das espécies representadas, as que mereceram especial atenção de Gonçalo Sampaio e que foram discutidas ao longo das suas publicações científicasforam os Rubus, com 30 estampas. O volume contém ainda uma lista de sinonímia organizada por Arnaldo Rozeira. Incluída na coletânea Publicações do Instituto de Botânica “Dr. Gonçalo Sampaio” da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, foi editada, em 1970, uma Miscelânea dos trabalhos sobre líquenes por Gonçalo Sampaio, constituída por uma reimpressão dos trabalhos originais, alguns de difícil aceso. Arnaldo Rozeira, então diretor do Instituto e das Publicações, prefaciou a obra. Contém um índice remissivo dos nomes de líquenes citados por Gonçalo Sampaio nas obras incluídas nesta coletânea 

A primeira edição do Cancioneiro foi publicada em 1940 e logo em 1944 saiu uma segunda edição. A primeira edição foi apresentada por José Vilaça e a segunda por A. Pires de Lima. O Cancioneiro apresentava, na sua introdução, textos transcritos de trabalhos anteriores. No texto principal, “Modas de Terno”, são apresentadas 46 composições; em “Modas de Romaria”, 78; nos “Cantos Coreográficos”, 24; em “Cantos dos Velhos Romances”, dezasseis; em “Toadas”, quinze; e, finalmente, 26 composições de música popular religiosa.

A necessidade de uma flora de Portugal moderna era premente e sentida por todos os estudiosos da área, contemporâneos de Gonçalo Sampaio. Efetivamente, as floras disponíveis de Brotero e Link e van Hoffmannsegg estavam muito desatualizadas, dado que tinham sido elaboradas há mais de um século. Por outro lado, em alguns países, como França ou Bélgica, estavam a ser publicadas floras nacionais atualizadas, que poderiam servir de material base e referência para a flora de Portugal. Baltasar Merino e Fr. Sennen estavam a trabalhar na elaboração de floras regionais espanholas. A publicação de uma flora moderna de Portugal urgia. Seria levado a cabo por António Xavier Pereira Coutinho, Júlio Henriques e Gonçalo Sampaio.

Para o estudo da flora de Portugal Continental (líquenes e plantas vasculares), Gonçalo Sampaio estabeleceu uma rede de contactos geograficamente dispersos pelo país e no estrangeiro, com os quais trocou opiniões e exemplares de herbário. Destes destacaram-se: Júlio Henriques, da Universidade de Coimbra (1838–1928) e António Xavier Pereira Coutinho, da Universidade de Lisboa (1851–1939); botânicos e naturalistas associados aos Herbários de Coimbra, Lisboa e Porto, em particular Joaquim de Mariz Júnior (1847–1916), Adolfo Frederico Möller (1842–1920), Jules Daveau (1852–1929), António Ricardo da Cunha (1830–1893), Edwin Johnston (1841–1917), Isaac Newton (1642-1726), Joaquim Casimiro Barbosa (1841–1921), António Luís Machado Guimarães (1883–1969) e Artur Ricardo Jorge (1886–1975); botânicos amadores, em particular Clemente Lourenço Pereira (1884–1953) que vivia em Insalde (Paredes de Coura), o padre José Manuel Miranda Lopes (1872–1942), que residia em Argoselo (Bragança), e o médico Carlos França (1877–1926), que trabalhava em Lisboa; os padres jesuítas da Brotéria, dos Colégios de São Fiel, Setúbal e Campolide e do Instituto Nun’Alvres, em particular os padres Alphonse Luisier (1872–1957) e Joaquim da Silva Tavares (1866–1931); botânicos espanhóis, em particular o padre Baltasar Merino (1845–1917), Carlos Pau (1857–1937), Frère Sennen (Étienne Marcellin Granier-Blanc, 1861–1937) e Pius Font i Quer (1888–1965) para as plantas vasculares, Romualdo González Fragoso (1862–1928) para os fungos e Luís Crespí (1889–1963) para os líquenes; e botânicos estrangeiros, em particular N. Boulay (1837–1905), M. Bouly de Lesdain (1869–1965), W. O. Focke (1834–1922), A. Hayek (1871–1928), W. R. Linton (1850–1908), L. M. Neuman (1852–1922), W. M. Rogers (1835–1920) e H. Sudre (1862–1918) no estudo dos Rubus e M. Bouly de Lesdain, Alexander Zahlbruckner (1860–1938) e Adolf Hugo Magnusson (1885–1964) no estudo dos líquenes.

Os seus primeiros trabalhos botânicos focaram-se no estudo da flora vascular do norte do país, publicando, em 1904, uma revisão do género Rubus em Portugal, que se tornou uma obra-chave do seu trabalho botânico e um modelo exemplar de investigação florística. A arquitetura metodológica do trabalho seguiu as seguintes etapas: recolha de material do campo e herborizações intensas em diversos locais do país; estudo da bibliografia existente sobre este género; estabelecimento das características determinantes para a sistemática dos Rubus portugueses (turiões e órgãos florais); permuta e aquisição de exemplares de várias regiões da Europa; comparação dos seus exemplares com as espécies já descritas; troca de opiniões e discussão com especialistas em Rubus à época; e estabelecimento e publicação de espécies e variedades novas para a ciência.

O Congresso de Botânica realizado em Viena, em 1905, marcou uma etapa histórica na nomenclatura botânica dado que, pela primeira vez numa reunião internacional com ampla participação, se acordou um conjunto de princípios e regras que deviam reger a nomenclatura das plantas. Elaborado sob a forma de 58 artigos e diversas recomendações, o primeiro Código Internacional de Nomenclatura Botânica foi desde logo seguido pela maioria dos botânicos. Todavia, Gonçalo Sampaio discordou de algumas das regras do Código de Viena. Era adepto de várias disposições do Código Americano de Nomenclatura Botânica de 1907 (herdeiro do Código de Rochester de 1892), em particular quanto à não-aceitação dos “nomes conservados” e da necessidade de diagnose latina para a criação de táxones novos. A sua discordância apareceu formalizada e aplicada pela primeira vez na sua obra monumental Lista das espécies representadas no Herbário Português, publicada em 1913 e seus três apêndices, publicados no ano seguinte. A sua proposta consistia em quatro princípios fundamentais: (1) para os nomes de géneros, restringir o princípio da prioridade a nomes que tenham sido usados na criação de binómios. Um nome de um género só se tornava válido se fosse utilizado na formação de um binómio específico, em data posterior a 1753. No entanto, o autor original do nome do género devia manter-se; (2) tornar válidos sinónimos, quando o nome correto, por qualquer motivo, deixou de ser válido; (3) o autor original do nome do táxon devia manter-se. De acordo com as regras em vigor, a publicação válida dos táxones de plantas vasculares começava em Lineu. Mas, enquanto em relação aos binomes específicos, muitos tinham sido efetivamente criados pelo botânico sueco, a maioria dos nomes genéricos era pré-lineana – Lineu tinha-os adotado, modificando alguns e mantendo a maioria. Para Gonçalo Sampaio, era injusto omitir a autoria destes géneros pré-lineanos, os quais tinham sido definidos, com um conceito moderno de género, pela primeira vez, por diversos botânicos, sobretudo por Tournefort; (4) não aceitar exceções às regras, como os “nomes conservados”.

Estas propostas não tiveram adesão a nível internacional, mas Gonçalo Sampaio não mudou de opinião e no Primeiro Congresso da Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências, que decorreu no Porto de 26 de junho a 1 de julho de 1921, em simultâneo com o Oitavo Congresso da Asociación Española para el Progreso de las Ciencias, voltou a apresentar as suas propostas anteriores com pequenas modificações. Na “Lista das espécies”, tinha defendido a autoria taxativa e explícita dos nomes criados por autores pré-lineanos. Agora, defendia uma nova formulação – o autor separado do validador. Reconhecia que o autor de um binome era o primeiro que o utilizava em qualquer época, para designar a respetiva espécie. O validador era o primeiro que o tinha empregado, a partir de 1753, em condições de validade. Para respeitar e homenagear os autores dos binomes, devia indicar-se, após o binome, o autor original, mesmo se fosse anterior a Lineu, seguido do nome do validador entre parêntesis. Avaliando retrospetivamente as propostas de Gonçalo Sampaio discordantes do Código de Viena de 1905, é possível afirmar que a limitação da prioridade dos nomes genéricos, herdeira da regra que os jardins e museus botânicos alemães usavam no fim do século XIX, que previa a prescrição dos nomes de géneros que não fossem usados na formação de nomes de espécies ao fim de cinquenta anos da sua criação, tinha um carácter moderador e clarificador incontestável, que até existe no atual Código de Nomenclatura Zoológica. A inexistência de “nomes conservados” e a explicitação do autor efetivo do nome do táxon confeririam, sem dúvida, uma maior coerência interna, transparência e carácter orgânico à nomenclatura botânica (regras simples, universais, sem exceções, autoria explícita), mas a sua aplicação obrigaria a que se procedesse a uma revisão completa dos nomes dos géneros e das espécies e dos seus autores, de que resultaria um elevadíssimo número de alterações nomenclaturais. Talvez por Gonçalo Sampaio propor uma revolução na taxonomia botânica – um corte drástico com o passado – as suas propostas não foram incorporadas nos códigos de nomenclatura subsequentes até à edição atualmente em vigor.

Foi neste contexto de dissidência que Gonçalo Sampaio iniciou em 1909 a publicação do Manual da Flora Portugueza e do Pródromo da Flora Portugueza, que pretendiam constituir, quando completos, uma flora moderna de Portugal. O Manual foi publicado no formato de uma flora – famílias ordenadas, com chaves dicotómicas para a determinação dos géneros (em cada família) e das espécies (em cada género). As famílias, os géneros e as espécies (e as categorias infra específicas) eram caracterizadas de forma sumária, mas concisa. Para cada espécie foi apresentada a sua distribuição no país e o seu nome vulgar. A publicação do Manual foi interrompida em dezembro de 1914. Tinham sido publicadas 115 famílias (das 131 representadas na nossa flora), correspondendo a 534 géneros e 1 809 espécies. A publicação doPródromo foi concomitante com a do Manual. Estava organizado em famílias, cada família apresentando os géneros e as espécies existentes em Portugal. Não tinha chaves dicotómicas, nem diagnoses das espécies. Para cada espécie, era apresentada a sua distribuição no país, o nome vulgar, os sinónimos, e a referência bibliográfica da sua publicação. Gonçalo Sampaio seguiu, naturalmente, os mesmos critérios nomenclaturais utilizados no Manual, atribuindo a autoria da maioria dos nomes dos géneros a Tournefort. A publicação terminou em 1911, com o táxon n.º 557.

Durante o seu encarceramento em 1919, quiçá pressionado pelas difíceis condições de vida em que se encontrava e ecoando na sua mente o quase-completo Manual que tinha publicado uns anos antes, Gonçalo Sampaio terminou ou redigiu mesmo uma flora de Portugal abreviada – o Epitome da Flora Portuguesa – que permaneceu inédito e em manuscrito. Constituído por folhas numeradas, de caligrafia homogénea, parece tratar-se de um texto elaborado de seguida num período relativamente circunscrito que admitimos ter sido o seu encarceramento. Foram tratadas todas as famílias de plantas vasculares existentes em Portugal Continental. No entanto, a família Asteraceae não está completa, faltando o tratamento de algumas dezenas de géneros, sendo Bellis o último género estudado.

A partir de meados da década de 1910, e durante cerca de dez anos, os seus estudos botânicos centraram-se no estudo dos líquenes de Portugal Continental. Este período terminou em março de 1923 com a publicação e distribuição por colegas e instituições europeias da sua exsiccata – Lichenes de Portugal e do trabalho sobre um novo género de líquenes, CarlosiaSamp. A exsiccata era constituída por trezentos espécimes de líquenes representativos da flora portuguesa, montados em folhas de herbário e etiquetados. Todos tinham a data de março de 1923. Destes, 46 eram nomes novos de Gonçalo Sampaio (espécies e variedades novas e novas combinações). No entanto, 21 não foram publicados em obra impressa. Além destes, outros sete foram publicados em obra impressa, mas sem obedecer às regras para a publicação válida. Através de análise documental foi possível concluir que os primeiros 150 exemplares estavam prontos em março de 1923 e as duas primeiras centúrias em abril de 1924. Gonçalo Sampaio preparou possivelmente quinze a dezasseis exemplares completos desta exsiccata, mas só foi possível identificar um pequeno número de instituições que os terão recebido. Artur Ricardo Jorge desempenhou um papel importante no trabalho de liquenologia de Gonçalo Sampaio, recolhendo muitos exemplares para o Herbário da Academia Politécnica e da Faculdade de Ciências do Porto e participando nesta exsiccata. Os dois homens conheceram-se provavelmente em 1901.

No que respeita ao estudo da flora micológica ibérica é de assinalar os contactos de Gonçalo Sampaio com Romualdo González Fragoso. Ambos se conheceram possivelmente no Congresso do Porto de 1921. A partir daí estabeleceu-se, entre os dois botânicos, uma troca de ideias, de exemplares de herbário e uma amizade, que durou até à morte de Fragoso.

Concomitantemente com os estudos botânicos, e sobretudo a partir do início da década de 1920, Gonçalo Sampaio estudou, com afinco, a música popular minhota. A profundidade, inovação e espírito crítico, que revelava nos estudos botânicos, foram também características dos seus estudos musicais.

Fazendo um balanço dos seus estudos sobre a flora de Portugal, é de realçar que Gonçalo Sampaio propôs, em obra impressa, acompanhados de uma diagnose, 66 táxones novos e novas combinações de plantas vasculares e 101 nomes novos de líquenes, um género novo e 100 espécies, variedades e raças novas e novas combinações.

João Paulo Cabral
Professor universitário aposentado

Arquivos

Porto, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Departamento de Botânica, Espólio documental de Gonçalo Sampaio

Obras

Sampaio, Gonçalo. Cancioneiro Minhoto. Porto: s. n., 1940.

Sampaio, Gonçalo. Iconografia selecta da flora portuguesa. Lisboa: Instituto para a Alta Cultura, 1949.

Sampaio, Gonçalo. Lista das espécies representadas no Herbário Português. Pteridófitas e SpermatófitasApêndice à lista das espécies representadas no Herbário PortuguêsSegundo apêndice à lista das espécies representadas no Herbário Português. Terceiro apêndice à lista das espécies representadas no Herbário Português. Porto: Tip. Costa Carregal, 1913–1914.

Sampaio, Gonçalo. Manual da Flora Portugueza. Porto: Tipografia Occidental, 1909-1914.

Sampaio, Gonçalo. Miscelânea dos trabalhos sobre líquenes. Porto: Publicações do Instituto de Botânica Dr. Gonçalo Sampaio da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, 1970.

Sampaio, Gonçalo. “Prodromo da flora portuguesa.” Annaes da Academia Polytechnica do Porto 4 (1909): 36–64 e 116–128, 5 (1910): 44–64 e 6 (1911): 39–57.

Sampaio, Gonçalo. Programas descritivos de Botânica geral. Porto: Tip. da Emprêza Guedes, 1935.

Sampaio, Gonçalo. “Revisão das regras de nomenclatura botánica. Discurso inaugural apresentado ao Primeiro Congresso da Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências – Oitavo Congresso da Asociación Española para el Progreso de las Ciencias, Porto, 26 de Junho a 1 de Julho de 1921.” In Primeiro Congresso da Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências – Oitavo Congresso da Asociación Española para el Progreso de las Ciencias, Porto, 26 de Junho a 1 de Julho de 1921, 77-89. Madrid: Imprenta de Eduardo Arias, 1921.

Sampaio, Gonçalo. Rubus portuguezes. Contribuições para o seu estudo. Porto: Typ. de A. F. Vasconcellos, 1904.

Sampaio, Gonçalo e A. Pires de Lima. Flora portuguesa. Porto: Imprensa Portuguesa, 1946.

Bibliografia sobre o biografado

Cabral, João Paulo. “A fundação da Botânica moderna em Portugal – Júlio Henriques, A. X. Pereira Coutinho e Gonçalo Sampaio.” Memórias da Sociedade Broteriana 33 (2007): 1–258.

Cabral, João Paulo. Gonçalo Sampaio. Professor e botânico notável. Porto: Editora da Universidade do Porto, 2009.

Cabral, João Paulo. Gonçalo Sampaio. Vida e obra – pensamento e acção. Póvoa de Lanhoso: Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, 2009.

Cabral, João Paulo. “Gonçalo Sampaio e a História da Botânica.” Memórias da Sociedade Broteriana 34 (2010): 1-415.

Lima, Américo Pires de. A Botânica no Porto. Notas biográficas e bibliográficas. Coimbra: Gráfica de Coimbra, 1942.